MANOEL ONOFRE JÚNIOR
Um homem simples que ouviu o
chamado das Letras
Manoel
Onofre Jr., nasceu a 20 de julho de 1943 em Santana do Matos - RN. Em sua
vida escolar passou por Martins, Natal e Mossoró. Diplomou-se em
Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de
Natal em 1967.
Profissionalmente, foi professor de História, repórter e assessor jurídico. Ingressou na magistratura em 1970. Em 1989 foi promovido ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Aposentou-se três anos depois, em 1992. O chamado das Letras foi mais forte e seu lado de intelectual e escritor venceu o de magistrado.
Seu primeiro livro, Serra Nova, de contos e crônicas, foi editado em 1964. Seguiram-se quase vinte livros, alguns de fundamental importância para a História da Literatura do estado: Chão dos Simples, Ficcionistas do Rio Grande do Norte, Guia da Cidade do Natal, O Chamado das Letras, A Palavra e o Tempo, MPB Principalmente e Espírito de Clã dentre outros.
É ainda um jovem de 55 anos. E se é por esta idade que o escritor “conhece sua maturidade”, Onofre Júnior vai ser muito mais importante do que se possa imaginar.
Conheça alguns livros de Manoel Onofre Jr.
Chão
dos Simples
Edição do autor - 107 páginas -
1998 - 2a edição
Veríssimo de Melo, na apresentação
do livro, diz que “adaptando material folclórico em algumas de suas
histórias curtas, o autor norte-rio-grandense parece também
recriar o produto de sua vivência na Serra do Martins. (...) Manoel
Onofre Jr. é escritor enxuto, de saborosa narração
popular.
“Suas histórias ou mini-contos divertem
pelo toque de humor espontâneo. Como agradam igualmente pelo sentido
humano e até dramático das situações que apresentam”.
Guia
da Cidade do Natal
Edtora da UFRN - 138 páginas - 1998 - 3a
edição
“ Natalense não é somente
quem nasceu em Natal. Claro.
“Se o forasteiro vem de dentro do estado
- seja de Martins, de Caicó, de Macau e, até mesmo, de Mossoró
- precisa, pelo menos, de um ano de vivência nesta terra, para adiquirir
nova ‘cidadania’.
“Mas, se ele vem de outro estado, não
se pode considerar natalense antes de passados dois anos de sua chegada
aqui. Só depois desse ‘prazo’ estará familiarmente as ruas
pelos nomes abreviados - ‘vou ao Alecrim pela Alexandrino’ -, pedindo ao
jornaleiro um ‘Diário’ ou uma ‘Tribuna’, etc”.
Em suas duas primeiras edições
(1979 e 1984), o livro chamou-se Breviário da Cidade do Natal,
na terceira edição passou a ser Guia da Cidade do Natal
e é justamente isso que pretende: fazer um retrato prático
e direto da Cidade do Sol.
Literatura
& Província
Editora da UFRN - 201 páginas - 1997
Existe uma Literatura do Rio Grande do
Norte? Na visão de Onofre, “seria temerário afirmar-se a
existência de uma Literatura do Rio Grande do Norte
(...), tem havido, sim, literatura no estado, notadamente
nas cidades de Natal e Mossoró”.
O autor aponta os norte-rio-grandemses que
se destacaram no cenário literário nacional e aqueles que
ficaram esquecidos. Poetas e ficcionistas da literatura potiguar têm
suas obras resenhadas de forma objetiva.
O Chamado
das Letras
Edição do autor - 167 páginas -
1998
“Embora de natureza pessoal, certas cartas
clamam por publicação. Pequenas obras de arte, elas constituem
um gênero literário fora de moda: a epistolografia. Por que
deixá-las na gaveta?”
Manoel Onofre Jr. reúne neste livro
uma pequena parcela de suas correspondências com nomes conhecidos
no Rio Grande do Norte e em todo o Brasil: Ariano Suassuna, Homero Homem,
Murilo Melo Filho, Vingt-Un Rosado, Nei Leandro de Castro
e muitos outros.